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Evolução
e Controle de Doenças
O veterinário e diretor Técnico do Laboratório
Ipeve, Ronaldo Reis, falou sobre a evolução das
doenças e o controle na suinocultura moderna. Em sua apresentação,
Reis destacou duas doenças consideradas emergentes na suinocultura
brasileira: a PRRS e a circovirose suína (PMWS) ou síndrome
da refugagem. "As doenças emergentes assumem um papel
importante no âmbito internacional", afirmou o veterinário.
"Mas, afinal de contas, essas doenças são novas
ou elas já existiam e não foram diagnosticadas?",
lançou ao público. "E, se estas doenças
forem realmente novas, de onde surgiram?". Segundo Reis,
sendo estas doenças algo novo para a suinocultura brasileira,
várias hipóteses podem ser aplicadas para o seu
surgimento: por meio de inseminações artificiais
(sêmen importado), exportações de animais,
bioterrorismo, movimento de pessoas entre granjas e agentes ubíquos.
"Por que as doenças entram facilmente e se mantêm
na granja?", perguntou o veterinário. De acordo com
ele, isto ocorre quando há presença de animais suscetíveis;
associação de iceberg e introdução
de novos agentes externos. "É preciso prestar muita
atenção em processos e risco dentro da granja como
desmame precoce, reuniformização da leitegada ou
de lotes maiores, transmissão de agentes e incidência
de estresse", alertou. "O aparecimento de novas (emergentes)
e reaparecimento de antigas doenças (reermergentes) é
um processo contínuo na suinocultura intensiva moderna.
Monitoramentos clínicos, anátomo´patológicos,
laboratoriais, epidemiológicos e avaliação
dos dados de desempenho tornam-se cada dia mais necessários
na identificação dos problemas sanitários
prevalentes e na implementação de programas de controle
cada vez mais multifatoriais".
- Fonte: Suinocultura Industrial nº 04,
2005, pág. 57
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