| Que
doença é esta ? É
uma doença causada pela associação entre o
Circovírus 2 com outras doenças comuns nas granjas
e com manejo suboptimo. Pode provocar surto de pneumonia com tosse,
dispnéia, refugagem progressiva, anemia, diarréia,
problemas sistêmicos e dermatite nas fases de creche e recria.
Aumenta a mortalidade, reduz o ganho de peso diário e a eficiência
alimentar.Não ocorre em leitões na maternidade e terminação
após 130 dias de idade. Em porcas, pode causar abortos e
outros problemas reprodutivos.
Por que é uma doença
emergente mundial ?
Após o primeiro diagnóstico
em 1990, no Canadá, a doença tem sido diagnosticada
em praticamente todos os países. No Brasil, a doença
é silente ou de pouca expressão clínica em
alguns rebanhos, enquanto em outros é explosiva e muito grave.
Não se conhece a origem, nem o mecanismo de disseminação
mundial nos últimos 10 anos. Pode se tratar de um vírus
ubíquo, como o parvovírus, presente em todos os rebanhos,
mas nem em todos os animais, ou que tenha se disseminado, através
de algum mecanismo mundial.
Como diagnosticar?
| Sinais
Clínicos
Granja |
Material
para
Diagnóstico |
Exames
laboratoriais
para confirmação
do Circovírus II |
| Quadro
respiratório,
entérico, refugagem
progressiva,
mortalidade
elevada na creche e recria. |
Linfonodos,
pulmões, baço, fígado, rins, intestino
em Gelo e Formol. |
Histopatologia,PCR,
Imunohistoquímica, Sorologia e bacteriologia
(Secundárias). |
Corpo Técnico:
Ronaldo Reis, Ernane Nascimento,
Hélen Ferreira, AdriennyReis,Gislaine Pires. |
E
o controle? Como fazer ? 1-
Confirmar o diagnóstico da Circovirose e das doenças
secundárias e concorrentes.
2- Controlar as doenças concorrentes ou secundárias,
como APP, Haemophilus parasuis, Salmonelose, Meningite Estreptocócica,
via Vacinas Autógenas do IPEVE.
3- Avaliar a associação com o parvovírus e
possível uso de vacina de parvovirose nos leitões.
4- Tratamento vigoroso das coinfecções bacterianas
nos surtos de circovirose.
5- Definir criteriosamente o programa de vacinação
contra outras doenças, tipo de vacina e idade de vacinação.
6- Uso de drogas antiinflamatórias.
7- Eliminar ou separar os doentes.
8- Reforçar a nutrição estrategicamente para
fins preventivos e curativos.
9- Reduzir estresse e melhorar o conforto dos animais
Adequar lotação.
Implementar todos dentro, todos fora estrito.
Minimizar mistura e transferência.
Assegurar qualidade de ar.
Divisórias sólidas entre gaiola ou baias.
10- Uso de desinfetante efetivo.
11- Considerar a mudança de genética.
12- Vacinas comerciais contra a Circovirose Está no horizonte.
13- Vacinas autógenas. Em uso e avaliação atual
(IPEVE).
14- Soro Imune autógeno para tratamento ou preventivo (IPEVE).
15- Biossegurança As medidas recomendadas para outras doenças,
não se mostraram efetivas para prevenir a entrada de Circovirose.
16- Adaptação das leitoas.
17- Seja Pró-ativo e não apenas reativo.
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